A SURPREENDENTE GASTRONOMIA DO PERU

31.07.2017 | Cusco, Destinos, Experiências Gastronômicas, Lima, Machu Picchu, Peru

Falar da gastronomia do Peru é uma delícia e ao mesmo tempo um desafio! Além de estar super em alta é uma das culinárias mais surpreendentes e envolventes que conheço. As opções são tantas e de altíssimo nível que fica difícil fazer qualquer comparação. Se for falar de tudo que provei e senti nessa aventura gastronômica o post vai ficar enorme, e ainda corro o risco de esquecer de algo. Mas dá pra sentir o gostinho. 😉 Prepare-se pois você vai ficar com água na boca!

CEVICHE

Inicio a jornada por um dos pratos mais reconhecidos internacionalmente e que amo, o Ceviche. O clássico peruano é feito a base de peixe branco “cozido a frio” (marinado) em suco de limão, cebola roxa cortada fininha, pimenta e acompanha os saborosos grãos de milho gigantes, os Choclos, além da batata doce peruana, o Camote. É considerado patrimônio cultural da nação, tamanha sua importância. Há também algumas variações, como os Ceviches mistos de camarão, lula, polvo, com ou sem coentro, enfim, para todos os gostos.

CAUSA RELLENA

A batata é um tubérculo muito utilizado pelos peruanos, com uma infinidade de tipos, cores, tamanhos e sabores, que podem ser doces ou salgados. O Peru tem mais de 3.500 tipos das 5.000 variedades catalogadas no mundo. É batata pra mais de metro. Por isso estão presentes em quase todos os preparos, como na saborosa Causa Rellena, um “sanduíche” de purê de batata, recheado com atum ou frango, maionese, tomate e abacate. Existem outras composições, mas esta é a mais conhecida. Encontramos a Causa em diversos lugares, é tão famosa quanto o Ceviche e geralmente é servida fria.

BAIRRO CHINO E SUAS CHIFAS

A culinária peruana tem uma forte influência oriental. Em nossa passada por Lima, no Bairro Chino, encontramos muitas Chifas, restaurantes que mesclam o menu chinês com o peruano. Pra ser sincera, é preciso ter um pouco de coragem para comer por lá, pelo aspecto de alguns lugares. Como estávamos super satisfeitas com nosso almoço, acabamos comendo um lanchinho, só pra provar mesmo.

LOMO SALTADO

Devido a essa fusão chinesa, dois pratos muito consumidos no país são também inspirados nessa gastronomia: o Lomo Saltado e o Arroz de Chaufa. O primeiro é composto de tiras de filé mignon, tomate, cebola e pimentões grelhados numa panela WOK e servidos com arroz, milho e batatas fritas, tipo as nossas rústicas. Apesar de básico, é delicioso, e está nos cardápios de grandes Chefs, assim como marca presença nos botecos da cidade. Não deixe de experimentar!

Imperdível Volto Segunda

ARROZ DE CHAUFA

Já o Arroz de Chaufa, uma espécie de Chop Suey frito, leva carne, frango, ovo, cebola, pimentão, gengibre e shoyo. É bem servido e tem uma mescla de sabores interessante, além de ser um prato relativamente barato.

AJI DE GALLINA

O Aji de Gallina é outra iguaria que você deve provar. O Aji amarillo é o ingrediente que dá nome ao prato e é muito utilizado nas preparações peruanas. É uma pimenta amarela saborosa que arde na medida certa, encontrada in natura ou em pasta (um dos meus maiores arrependimentos foi não ter trazido da viagem 🙁 ). O prato parece um fricassê, com frango desfiado misturado em um creme a base de leite e pão, temperados com pasta de aji, servidos com arroz, azeitonas pretas, batatas amarelas e ovos cozidos. Só experimentando pra entender, nunca comi algo parecido!

ROCOTOS RELLENOS

As pimentas e pimentões estão por todos os lados. Um prato bastante tradicional que leva esses ingredientes são os Rocotos Rellenos. O rocoto é uma espécie de pimenta adocicada num formato similar ao de uma maçã, o que o torna perfeito pra ser recheado. O mais tradicional leva carne, azeite, cominho e queijo fresco, mas as possibilidades são muitas. Típico da região de Arequipa, é encontrado em muitas cidades do Peru.

ASSADOS

Um fato curioso que me chamou a atenção é a forte presença do frango assado, que encontramos em cada esquina. Sabe aqueles de “televisão de cachorro” daqui? Muito semelhantes, porém feitos em churrasqueiras com carvão, de aparência e aroma bem atrativos. Como essa iguaria popular é feita pra ser consumida em casa, acabamos não tendo a oportunidade de provar. Fiquei na vontade.

Já escrevi bastante, né? E ainda estou longe de falar de tudo!

FESTIVAL MISTURA

Faço aqui uma pausa pra contar de um Festival fenomenal que rola em Lima. Se puder eleger uma época pra ir ao Peru, escolha setembro, quando acontece o Mistura, um dos maiores e mais famosos eventos gastronômicos do mundo! Toda a riqueza e diversidade da culinária peruana concentrada num único local. Lá você pode comer de tudo um pouco e degustar o que o país tem de melhor, em petit porções. Os preços na cidade são mais acessíveis, contudo vale pagar além pela conveniência de encontrar tudo no mesmo lugar. Um privilégio!

Chegando ao parque onde é realizado o evento, já dá pra ter noção da grandiosidade do negócio. A entrada custa 26 soles e compramos na hora, pois o preço não muda. Entre e vá direto para a fila das boleterías comprar os tickets. Você adquire a moeda do festival pra trocar pelas infinitas opções gastronômicas, mas cuidado pra não se empolgar e comprar demais, visto que algumas porções são generosas. Deguste com calma e se precisar volte ao início da feira para buscar mais tickets.

Na entrada, existem murais que te ajudam a montar um roteiro pra desfrutar o melhor do evento. Aproveite as dicas! Tire algumas fotos e já vá entrando no clima do Festival.

Vale ressaltar que não é só de comida que vive o Mistura, você pode assistir a espetáculos culturais, palestras e aulas show. O espaço é dividido em diferentes pavilhões, cada qual com um tipo de comida, uma feira só de produtores rurais, outro com bebidas locais e por aí vai. É um passeio para pelo menos dois dias.

Pra que você possa degustar as inúmeras delícias, há estilosas mesas de madeira e bancos de feno, dando um toque descontraído ao lugar. Tudo bem pensado, nota-se. Há também uma espécie de praça de alimentação com mesinhas e cadeiras de plástico, mais cômodas, ou bancos de madeira e mesas, tipo essas de churrasco, muito comuns aqui no sul do Brasil.

Após estudar o mapa, decidimos começar nossa experiência pelo lado direto, onde estão as comidas preparadas na brasa. Frango e porco, que eles chamam de Chanchitos, assados em grelhas enormes. Saímos dessa área defumadas, mas faz parte da diversão. As carnes são preparadas nas Cajas Chinas, uma espécie de carrinho de aço inox alimentado com carvão, que deixam as proteínas macias, suculentas e saborosas.

Bem no centro do festival há uma feira com produtos agrícolas, chamada El Gran Mercado. Não deixe de passear por lá e conhecer as incontáveis espécies de milhos, batatas, pimentas e grãos cultivados no país. Aqui você também encontra produtos típicos como cafés, chocolates, doces e pães, prontos pra serem degustados.

  • Milhos, Grãos e Frutas Secas

  • Pimentas, Batatas, Cafés e Frutas

  • Pães e outros

Ao longo do evento estão espalhadas barracas que vendem suco, cerveja, água e refrigerante, e no lado direito estão concentrados alguns bares badalados de Lima, também com suas barraquinhas, vendendo drinks e cervejas artesanais. Passamos um tempinho por ali. 😉

Ah, e por falar em drinks, chegamos ao Pisco, bebida mais conhecida do país. É um destilado feito da fermentação do mosto da uva e dá origem ao mundialmente conhecido Pisco Sour. Ele é preparado com uma dose de suco de limão, uma de xarope de açúcar, três de pisco e uma clara de ovo. Basta bater no liquidificador e pronto. Bem gostoso, não deixe de provar! Sei que clara de ovo crua pode parecer estranho, mas nem dá pra perceber, ela só proporciona textura a bebida. Inclusive, tem um pavilhão todinho destinado ao Pisco. Cuidado pra não sair de lá com as pernas bambas, há muito o que provar ainda! 😉

Iniciamos nossa aventura pelo tradicional Ceviche. Fomos intercalando passeio com comida. Assistindo apresentações de danças típicas, demonstrações de chefs, exposição de produtos locais, e comendo bastante, muito mesmo! Provamos bolinho de batata recheado com carne, ceviche de cecina (carne de porco desidratada), tequeños (pasteizinhos fritos recheados de queijo), peixe à escabeche e ceviche misto. Acabamos saindo um pouco da comida peruana e experimentamos também sushi, pois estava lindo e delicioso, recomendação de uns amigos brasileiros que fizemos por lá!

Pra finalizar, gastamos nossas últimas “moedas” nos deliciosos churros, que eu amo! Em todo lugar que tenho a oportunidade provo um, mas confesso que nenhum supera os de carrocinha de parque aqui do Brasil. 😉

Foi uma experiência gastronômica e cultural incrível, uma riqueza de ideias que eu trouxe para o meu dia a dia na cozinha. Espero voltar. 😉

LIMA, O BERÇO DE GRANDES CHEFS

Lima é muito mais que o Mistura, é o berço de grandes chefs. O Peru tem 3 estabelecimentos na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, um feito e tanto para um país da América Latina. O restaurante Central, do Chef Virgilio Martinez está em 5º lugar, o Maido do Chef Mitsuharu Tsumura está em 8º e o Astrid Y Gaston do Chef Gastón Acurio em 33º lugar.

Fique Atento Volto Segunda

O Central é o mais famoso de todos. Tentamos entrar, mas como não fizemos reserva, não conseguimos. 🙁

Localizado no bairro Miraflores, o restaurante é muito conhecido pela criatividade do Chef. O menu mistura insumos locais de uma forma inovadora resultando em uma cozinha peruana de vanguarda. O único senão, é que no geral, é caro! Porém, ir a Lima e não preparar o bolso pra essas experiências, é quase um pecado. Esse vai ficar pra próxima! Não esqueça de reservar antecipadamente, se quiser conhecer. 😉

O Chef Gastón Acurio é muito famoso no Peru, não só por estar entre os 50 melhores, mas também por ter vários restaurantes e para todos os bolsos. O Astrid Y Gaston (Astrid é sua esposa alemã), é o que está no ranking dos melhores do mundo e dizem ser uma experiência e tanto. Nós decidimos conhecer seus outros negócios, o restaurante Tanta e o Papacho’s. Ele ainda tem o Panchita e o La Mar. Esse cara vai conquistar o mundo!

O Tanta é simplesmente divino e acessível! Gastamos algo em torno de R$ 120,00 pra três pessoas, super  justo pelo que a casa oferece. Foi a primeira refeição da nossa viagem e começamos com o pé direito. O restaurante do Shopping Larcomar (existem outros espalhados pela cidade), fica numa encosta e tem uma vista linda. Chegue cedo pra conseguir uma mesa perto da janela.

Enquanto conversávamos sobre nosso roteiro, decidimos por três opções divinas. Eu quis começar por um clássico, o Lomo Saltado, que estava muito especial, comi outros ao longo da viagem, mas nenhum igual a este. A Aline escolheu o Aji de Gallina e até o final da viagem esse ficou sendo seu prato predileto. E a Elisa foi de Quinua Airport, um prato mais saudável, mas de um sabor inexplicável, só experimentando pra saber. Feito de quinua orgânica com frango e verduras, coberto com uma tortilla (omelete bem fininha) e molho de alho picante, simplesmente fantástico!

O Papacho’s tem um cardápio variado, dando ênfase aos hambúrgueres, que são bem criativos. É difícil escolher o que comer com tantas opções bacanas, aqui você sai totalmente da batida peruana, mas vale muito a pena conhecer, nós adoramos! Claro que fomos de hambúrguer. 😉 Eu escolhi o Pobre (que de pobre não tinha nada), era hambúrguer de carne, ovo e banana da terra fritos, molho de rocoto, salsa criolla (a base de cebola roxa cortada fininha), batata doce (camote), alface e tomate. A Elisa foi de Doña Betty (nome da nossa mãe), hambúrguer à milanesa de quinua e brócolis, chutney de beterraba, salsa criolla e homus no pão pita, e a Aline escolheu o Clásico, com dois hambúrgueres de carne, cebola frita, pepino picado, alface e tomate. Pra acompanhar uma cerveja Cusqueña bem gelada. Uma refeição e tanto!

Outra opção muito procurada pelos turistas é o La Rosa Náutica, e realmente faz jus a fama, o restaurante fica num píer que adentra o  mar te deixando no meio d’água. Tente sentar à janela para apreciar a bela vista. A decoração é clássica e você é atendida por garçons educados e simpáticos. Experimentamos o Lomo Saltado (muito bom, mas o do Tanta é melhor) e uma Parrilla de Marisco simplesmente divina, com camarões, vieiras, polvo, lula e legumes, tudo regado a um molho especialmente saboroso. Todos ingredientes cozidos no ponto certo. Estou aqui escrevendo, salivando e pensando que preciso voltar lá!!!

Lugar descolado é o que não falta em Lima, um deles que conhecemos foi o Cala. Saiba mais no post O que fazer a noite em Lima. É um restobar com clima pra paquerar, dançar e se divertir, além de beber e comer, é claro. Lindíssimo, situado à beira do mar. Enquanto degusta alguma das especialidades da casa, é possível escutar o barulho das ondas, uma experiência envolvente e encantadora. Como estávamos fazendo uma prévia (esquenta), resolvemos só petiscar. Escolhi o Creolle, um combo com pequenas porções de ceviche tradicional, causa recheada de caranguejo, “tiradito” estilo limenho, coquetel de camarão e polvo com molho de azeitonas. Deu pra se deliciar e curtir muito o lugar!

Outra dica bacana é conhecer os restaurantes tradicionais de Lima. No centro histórico fomos ao Bar Cordano, aberto desde 1905. Quando entramos nos remetemos a um tempo antigo, onde tudo era mais tranquilo e menos sofisticado. Os garçons, pelo jeito, estão ali há muito tempo e te deixam bem à vontade, há quem diga que o serviço não é dos melhores, mas achei bem adequado ao clima do restaurante. Uma vibe meio slow food. Experimentamos nossa primeira Causa Rellena, nesse caso de frango, um sanduíche de Jamon Del País e um Escabeche de Pescado. Aqui provamos a bebida tão famosa no Peru, a Chicha Morada, feita a partir da fermentação do milho roxo, uma espécie de suco bem doce. Confesso que não gostei muito, mas é tradicional, então vale a degustação.

LIMA E AS COMIDINHAS DE RUA

Agora vamos falar de um assunto que muito me interessa: comida de rua. Sempre que visito um lugar, seja qual for, procuro saber o que tem de melhor, pois adoro provar iguarias locais. E em Lima não foi diferente!

  • Milho (Choclo)

Pra começar, na minha opinião, a melhor delas é o milho cozido, o Choclo, espécie que vendem nas ruas com grãos enormes e saborosos. Você pode tirar os grãos com os dedos de tão macios. Recomendo experimentar. 😀

Dica Volto Segunda

  • Batatas chisp e bananas fritas

Junto aos carrinhos de pipoca estão as batatas chips e as bananas fritas, são sequinhas e uma ótima opção pra “beliscar” no meio dos passeios.

  • Frutas

Existe uma variedade enorme de frutas descascadas e picadas, coloridas e gostosas, uma ótima alternativa pra matar a sede e uma fominha leve.

  • Picarones

Uma novidade foram os Picarones, rosquinhas fritas com massa a base de batata doce e abóbora e cobertos por uma calda de melaço aromatizada com casca de laranja. Surpreendente, não sei se eu estava com fome, mas devorei quase tudo sozinha.

  • Antichucos

O que encontrei em Lima de mais tradicional em comida de rua, foram os Antichucos, nosso “churrasquinho de gato”. Carne temperada e assada num espetinho de cana de açúcar, normalmente é feita de coração de boi, então me faltou coragem para provar. A aparência não é das melhores e eu já estava “full of” depois de comer milho, banana frita e Picarones, mas dizem que vale arriscar. Tinha muita gente comendo.

CACAU E O CHOCO MUSEO

O Cacau é muito importante para os peruanos. Há algumas casas que chamam de Choco Museo, que não é bem um museu e sim uma loja que vende chocolate de vários tipos, principalmente os de fabricação local, contando um pouco de sua história. Alguns tem até uma cafeteria ou bar, pra dar uma descansada, vale a pena conhecer!

O OURO DO PERU

A quinua, assim como a batata e o milho, é bastante consumida no Peru. Considerada o grão de ouro, dizem ter origem nos arredores do Lago Titicaca e são várias espécies plantadas no país. É consumida mundialmente devido a seus nutrientes e seu alto valor proteico, está em destaque no momento, especialmente no mundo fit. É possível fazer muitas gostosuras. Eu já provei pancake de quinua, pudim, quinua em vitaminas e em sorvete, inclusive. O céu é o limite.

  • Quinua

  • Batata:  há mais de 3.500 tipos catalogados no Peru

  • Milho: existem mais de 55 variedades de diversas cores no país

CHEGANDO EM CUSCO

Saindo de Lima e indo para Cusco, me deparei com uma situação inesperada. Chegamos na cidade, alguns dias antes de ir a Machu Picchu, nosso destino principal, a fim de ambientar o corpo a altitude. Saiba mais em Informações Básicas Cusco e Machu Picchu. No primeiro dia me senti super bem e lembro de ter pensado, que exagero das pessoas que se sentem mal, pois até então estava tudo sob controle. Só me dei conta do porquê daquilo mais tarde. Fomos conhecer um restaurante sugerido pelo pessoal local, o Cicciolina. Perguntei para o garçom o prato mais tradicional e ele sugeriu o Ossobuco. Como adoro, foi minha opção sem pestanejar. Estava delicioso de fato, porém, um tanto pesado e gorduroso pra comer a noite. Não sabia, mas a altitude interfere na digestão que, por sua vez, fica bem mais lenta. Após jantar fui dormir e no dia seguinte veio a surpresa, nada parava no meu estômago, mas nada mesmo! Que sufoco, subi a montanha Waynapicchu depois de ter comido somente uma maçã, veja a situação da pessoa que adora explorar as comidas locais e é profissional da área. Buenas, serviu de lição…

Fique Atento Volto Segunda

Por causa do ocorrido, não posso dar muitas indicações de onde comer por lá, mas ainda dei um jeitinho de provar algunas cositas más.

Em Cusco, tem uma feirinha de comida de rua, que acontece em frente a Igreja São Francisco de Assis, onde são vendidas várias opções cusquenhas. Como estava meio mal, acabei não provando nada, mas mesmo que estivesse bem, não me arriscaria. As comidas ficam expostas ao sol e as intempéries por muito tempo e nada me despertou muito a atenção. Havia bastante gente comendo, mas a maioria moradores da cidade, que já estão acostumados. As fotos abaixo mostram algumas opções.

Enquanto explorávamos a cidade, encontramos um café que era uma gracinha, o La Valeriana Bake Shop, onde provamos empanadas assadas, recheadas de queijo e aji de gallina. Experimentamos também uma tradicional sobremesa, o bolo chamado Tres Leches, um deleite, simples mas com rico sabor. Pão de ló bem molhadinho, recheado com doce de leite caseiro e cobertura de marshmallow.

Ainda na região de Cusco, existe um prato muito apreciado pelos locais que se chama Cuy, que nada mais é que um porquinho da Índia. Sim, torci o nariz quando soube que teria que provar esse bichinho fofo, no fundo até fiquei feliz por ter passado mal pra me livrar dessa. Infelizmente acabei perdendo muito mais que o Cuy, mas faz parte. 🙁 Quem experimentou disse que é bom, tem pouca carne, um gosto acentuado de gordura, nada de muito especial.

Do tradicional a vanguarda, da terra ao mar, do comum ao inusitado… o Peru tem muito a oferecer em todos os sentidos. Essa foi uma das viagens gastronômicas mais ecléticas e surpreendentes que já fiz. Abra a sua mente e prepare o seu bolso, vai valer a pena! Depois me conte como foi a sua experiência. 😉

No próximo post vou ensinar como fazer algumas das delícias que provamos por lá! Aguarde.

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Por Maria Fernanda Tartoni

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