Business Trip Chicago

13.06.2016 | Business Trip, Chicago, Destinos, Estados Unidos, Explorando as Cidades

Sabe aqueles lugares que você conhece e se sente muito a vontade? Essa foi minha sensação ao conhecer Chicago. Uma mistura de Nova York com Paris, rica em arte, arquitetura, design, passeios, atrações interessantes, shows e como toda cidade americana, compras.

Vista magnífica do LUrie Garden em Chicago

Vista magnífica do Jardim Lurie em Chicago

O propósito dessa viagem não foi turismo, mas sim business.

Planejei chegar dois dias antes do evento de negócios, que aconteceria durante a semana. Por isso consegui explorar a cidade domingo à tarde e parte da segunda, após organizar o material e espaço do evento. Em resumo, 1 dia. Tive bastante sorte, pois conheci pessoas muito legais para me fazer companhia e, para ajudar o tempo estava ideal, com temperatura amena, sol e pouco vento. Perfeito para conhecer uma cidade, ainda mais na primavera!

Ao chegar no hotel, deixei as malas no locker, pois o check-in ainda não estava disponível. Peguei um mapa, tomei um café, fiz um plano rápido de viagem (já havia feito uma pesquisa prévia dos principais pontos) e fui explorar a cidade. Segui as dicas do concierge do hotel e ao invés de ir de táxi, que me custaria uns U$ 40, peguei o trem, que saiu U$ 8 ida e volta, valor especial por ser domingo 😉 . Informações mais detalhadas você encontra no site da Metra, empresa de trens de Chicago. Foi uma experiência bem legal, típica do americano local. Além de econômica, pude conhecer um pouco das cidades do subúrbio, mesmo que de passagem, dentro do trem.

Chegando ao centro na Union Station, o padrão cidade grande fica evidente. Mas de cara achei encantador, a começar pelos canteiros de tulipas que dão um toque especial para Chicago nessa época do ano, final de abril, quando já é primavera no Hemisfério Norte.

Colada à estação havia um taxiboat, dica que peguei no hotel, a Shoreline Sightseeing . Essa empresa oferece transporte dali ao Navy Pier por U$ 8, que só podem ser comprados com cartão de crédito. Não aceitam dinheiro. Tudo bem prático, direto em um totem bem sinalizado. Confere aqui algumas fotos do caminho.

Não é incrível? Um belo passeio de domingo, o Navy Pier é imperdível ainda mais com um clima primaveril tão bonito. Durante o verão há espetáculos de música gratuitos e shows de fogos. A vista do Lago Michigan e de Downtown é demais. Lá você encontra o Chicago Children´s Museum , um jardim de inverno e um pequeno parque de diversões. Aqui fiz uma parada para almoço no Bubba Gump, que fica dentro do complexo do Navy Pier. Uma vibe legal é fazer passeios de bike, que estão disponíveis no Bike and Roll , e podem ser de quadriciclo também, as crianças adoram. Diversão + saúde garantidas 😉

Domingo de Sol no Navy Pier

Após o almoço fui para Downtown em direção ao Millenium Park, parada obrigatória! No caminho pude conhecer uma parte da praia da cidade, que na realidade fica na margem do Lago Michigan, o segundo maior dos Grandes Lagos dos Estados Unidos.

Logo mais fui até o John Hancock Center, arranha-céu com 334 metros de altura, com uma vista de 360º de Chicago, e com visitação ao 94º andar, uma das mais altas vistas da cidade. Na realidade existem dois prédios bem altos que você pode subir e apreciar Chicago de dia ou à noite. O valor desse passeio é U$ 25 e te dá direito a um drink no bar. Como ainda tinha muito para ver, de acordo com meu plano, acabei definindo por esperar, e dar uma espiadinha no Sky Deck mais adiante 😉 . Ao caminhar pela Michigan Avenue, ali pertinho conheci o Chicago Water Tower, um dos únicos prédios a resistir ao incêndio de 1871, que destruiu Chicago L . A construção se destaca em meio a arquitetura moderna da cidade.

Existe uma extensão dessa avenida que se chama Magnificent Mile, famosa por suas lojas de grife, hotéis e restaurantes luxuosos. Presenciei uma seção de fotos de uma noiva, nos canteiros de belas tulipas, em meio a essa larga avenida. Um espetáculo a parte! Vi cenas divertidas, como a de cães com óculos escuros, super estilosos passeando com seu dono. Muito Hollywood 😉 Fora a vibe old school com ônibus que mais parecia um bondinho estilo San Francisco e o One Man Band (homem-banda), um senhor muito simpático que mandava super bem com seu múltiplos instrumentos. Ah, e músicos não faltavam, talvez por ser domingo, havia um em cada esquina. E todos com muita qualidade. Chicago é muito musical, conhecida como a cidade do jazz. Como o meu foco era trabalho e o hotel ficava mais retirado, pude explorá-la mais durante o dia e não consegui dessa vez curtir a noite. Ficou o gostinho para uma próxima. Certamente volto!

Old School Vibe Magnificent Mile

Seguindo pela Michigan Avenue, finalmente cheguei ao Grant Park, com diversas atrações. O principal cartão postal, o Millenium Park. É considerado um dos maiores telhados verdes do mundo e foi construído em cima de um pátio ferroviário. Com famosas instalações de arte, é aqui que você encontra a escultura espelhada chamada Cloud Gate do artista Anish Kapoor . Popularmente conhecida como The Bean, pois sua forma lembra a de um feijão. Toda feita de aço inoxidável, reflete a cidade de diversos ângulos.

The Cloud Gate!

Aqui também é possível assistir a shows musicais gratuitos no Pritzer Music Pavilion, projetado pelo arquiteto Frank Gehry . Pra completar a beleza do parque, logo ao lado está o Jardim Lurie, com diversos tipos de flores, que variam de acordo com a época do ano. Na primavera são as encantadoras Tulipas e no verão, a Salvia. Durante o inverno fica fechado.

Ainda na área do Grant Park, tentei chegar a Buckinham Fountain, é uma das maiores fontes do mundo. Em estilo Rococó e inspirada pela fonte Latona no Palácio de Versalle. Um verdadeiro show de águas, que diz ser mais bonito ainda a noite. Infelizmente estava fechado por conta de um evento que estava rolando da NFL, a Liga de Futebol Americano.

Finalizando um domingo cheio de atividades, decidi arriscar uma aventura nas alturas e subir na Willis Tower, conhecida também como Sears Tower. Com seus 442 metros de altura, foi até 2014 o edifício mais alto da América do Norte, quando o One World Trade Center foi concluído. O Sky Deck Ledge, é um tour bem comercial, com gift shop e opções de fotos feitas por profissionais.  Custa U$22 a entrada.

A vista compensa, é linda. Você pode tirar fotos sobre um box de vidro projetado para fora. Mas fique atendo que em domingos há fila, até para fotografar. Mas vale a pena.

No outro dia juntei alguns colegas e fomos novamente a Downtown. Como já havia ido no Sky Deck, resolvi conhecer outro local que havia pesquisado ali perto, em uma outra parte da estação de trem, o French Market. Não grande em tamanho, mas rico em charme. Com estilo francês, você encontra basicamente tudo que um mercado público oferece, em menor proporção, de bancas de frutos do mar, flores, frutas, a restaurantes com comida saudável e sorveteria. O destaque para mim foi a Vanille Patiserrie, com doces de babar. Veja as fotos:

Acabei repetindo alguns locais de outro ângulo. Fomos também no marco zero da Route 66, que fica ao lado do Instituto de Artes de Chicago. Aproveitamos para tirar fotos e curtir o astral da cidade. Nesse dia, apesar de sol, o vento já era mais evidente.

Onde a Route 66 começa!

Fiz todos esses pontos em praticamente um dia. Chicago merece muito mais, eu diria que uns 4 dias seriam de bom tamanho. A cidade é muito rica culturalmente e dispõe de inúmeros Museus interessantes e locais que não pude conhecer. Existe um combo de tickets bem interessante chamado City Pass. Inclui atrações como Shedd Aquarium, Skydeck Chicago, The Field Museum, Museum of Science and Industry ou 360 CHICAGO – Passaporte Rápido  e o Adler Planetarium ou Art Institute of Chicago por U$ 98. Vale muito a pena se você tiver tempo hábil de conhecer esses lugares, que não foi o meu caso. Dica VS

Conforme as dicas que dei no post Missão Empresarial Brasil e Peru, é preciso extrair o máximo das oportunidades. Faça contatos e crie uma rede de relacionamentos. Alguns tornam-se bons amigos.

Nesta viagem fui a convite da Apex Brasil, participar de um evento de exportações pet, representando a PetEssence. Uma rodada de negócios de 3 dias dentro de um hotel em Itasca, uma cidade linda, estilo New England, a 40 minutos de trem do centro de Chicago.

A organização do evento era de um dos maiores matchmakers (intermediários que prospectam clientes segmentados) do mundo, a ECRM. Fico espantada com a objetividade para negócios que o americano tem. Cada participante recebia um tablet com um sistema próprio da rodada, onde você tinha acesso de forma prática as informações dos clientes que estavam agendados com cada empresa. Eram reuniões de 10 minutos para cada contato e, agenda lotada! Sistema muito eficiente. Foi como ir para as Olimpíadas, aprender com os grandes. Voltei com a mala cheia de ideias e vontade de melhorar meu negócio em todos os sentidos. :0

E então, ficou com vontade de conhecer? Aguarde o próximo post, com as aventuras gastronômicas da nossa Blogger Chef Maria Fernanda Tartoni 😉

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Por Maria Elisa Tartoni

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