INFORMAÇÕES BÁSICAS CUSCO E MACHU PICCHU – Planejando seu Roteiro

10.07.2017 | Cusco, Destinos, Explorando as Cidades, Machu Picchu, Peru

Programar Machu Picchu foi uma aventura desde a pesquisa até a viagem em si. Não foi tão simples decidir sobre o que conhecer no Peru, pois as opções de lugares incríveis são muitas, sem falar na logística pra chegar até uma das 7 Maravilhas do Mundo. Quase um planejamento estratégico.

É preciso ficar atento a alguns pontos importantes antes de definir uma data. Primeiro a compra da entrada para Machu Picchu, em especial se quiser subir até Wayna Picchu (ou Huayna Picchu). Existe uma limitação de pessoas por dia e horário. Além disso, o trem, opção mais interessante e uma experiência muito bacana, também é bastante procurado. Ambos devem ser definidos com no mínimo 2 meses de antecedência, em especial pra quem não costuma investir em pacotes fechados, como nós. Ah, ainda é preciso se preparar para o fator altitude em Cusco. São muitas variáveis, mas vale cada minuto.

Fique Atento Volto Segunda

Uma vez essas questões claras, tudo fica mais fácil. Por isso, compartilhamos aqui e nos próximos posts, informações preciosas compiladas com muito amor, para descomplicar ao máximo essa TRIP DA VIDA (maravilhosa!) pra você. Pronto pra sua próxima aventura? Então vamos lá. 😉

Fuso horário: – 2h de Brasília

Língua oficial: 80% espanhol e a segunda língua é a Quéchua (ou Quíchua), principal língua indígena, ainda hoje falada por cerca de 10 milhões de pessoas de diversos grupos étnicos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, ao longo dos Andes.

Moeda local: a moeda do Peru é o Nuevo Sol. Saiba mais em Informações Básicas Lima.

Documentação necessária: cidadãos brasileiros não necessitam visto e nem passaporte para viajar ao Peru a turismo ou negócio, podendo ingressar em território peruano apenas com o documento de identidade (RG).

Vacinas: não há exigência de vacinas*, a não ser a da febre amarela se for para a região amazônica do Peru, que não é o caso. *Até esse post ser escrito, ainda não era necessária a vacina.

Voltagem: no geral é 220 V. Alguns hotéis contam com transformadores que reduzem a voltagem de 220 à 110 volts. Os pinos seguem o padrão americano, mas sempre sugerimos levar adaptador universal de tomadas.

LOCALIZAÇÃO

Na América do Sul e parte sul da serra andina do Peru.

Cusco – situada no sudeste do Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes, com 3.400m de altitude. É a capital do departamento de Cusco.

Águas Calientes – vilarejo que fica na base das montanhas do sítio arqueológico, a aproximadamente uns 170km de Cusco. Situada às margens do Rio Urubamba, cujo nome em quéchua é Machu Pikchu.

Machu Picchu – situada a 8km, nas montanhas acima de Águas Calientes.

COMO CHEGAR

Cusco

O mais comum é ir de avião, tudo depende de onde você vem, se do Brasil, do Peru ou direto de outro país, como Bolívia, por exemplo. Como viemos de Lima, nossa opção foi a Avianca (saiba o porquê no Roteiro de 3 dias em Lima), compramos todas as passagens no Brasil mesmo.

Vale lembrar que existe uma taxa do governo peruano pra quem vai a Cusco via Lima, válida somente para não residentes no país. O valor é de US$ 178,50 e a mesma é cobrada no aeroporto. Informe-se antes de adquirir seu bilhete com a Avianca. Não nos preocupamos com isso porque compramos direto com uma agência, pelo custo-benefício.

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Outra boa alternativa é a LATAM, pois é possível comprar esse trecho interno dentro do Peru junto com o seu bilhete (Brasil/Lima), no site em português. Existem voos de São Paulo a Cusco, com escala em Lima. Sugiro pesquisar também com a CVC, pois encontramos tarifas mais baixas, em função da cotação do dólar que conseguimos na ocasião da compra das passagens.

Se você leu Informações Básicas Lima, lembra que comentei sobre o Manolo, o taxista com o qual acabamos fechando o translado de ida e volta do Aeroporto de Callao? Esse senhor simpático nos indicou uma agência de um parente em Cusco, que foi um achado e facilitou muito nossa vida por lá. O nome da agência é Orellana Tours, do querido Rubén Orellana, que nos tratou como filhas, super indicamos! No final do post você encontra esse contato de ouro, bem como valores que fechamos os passeios, bastante barganhados.

Águas Calientes e Machu Picchu

As pessoas normalmente partem de Cusco para Águas Calientes, e a opção mais utilizada é o trem. Pra que fique mais claro, aqui vão algumas possibilidades de como chegar a Machu Picchu:

  1. REALIZAR UM TOUR PELO VALE SAGRADO E URUBAMBA ou MORAY y MARAS ATÉ OLLANTAYTAMBO + TREM PARA ÁGUAS CALIENTES (ótima escolha para aproveitar melhor seu tempo) – optamos por fazer o passeio Moray y Maras e seguir até Ollantaytambo, onde está a estação de trem, com mesmo nome, que fica no meio do caminho entre Cusco e Águas Calientes. Uma opção bacana pra dormir e conhecer a charmosa cidadela. Muitos turistas escolhem pernoitar em Ollantaytambo, mas programamos diferente por causa do pouco tempo que tínhamos. Fomos de ônibus com um grupo numa excursão e, de um determinado ponto perto de Maras, um motorista contratado pelo Rúben da Orellana Tours nos levou até Ollantaytambo de carro (uns 40 minutos dali).

Uma dica bacana é chegar em Cusco e negociar com agências de turismo locais um valor fechado pelos passeios. Você pode pesquisar também nos hotéis, pousadas ou hostels. A oferta é grande e é possível barganhar preços mais atrativos do que fechando com agências ainda no Brasil.

Dica Volto Segunda

  1. EM TREM, DIRETO DE CUSCO PARA ÁGUAS CALIENTES – os trens saem da Estação de Poroy, próxima a Cusco (vá de táxi que leva uns 20min e não é caro). De Poroy o trem vai direto até Águas Calientes, numa viagem de aproximadamente 3 horas. Optamos pelos trens da Peru Rail. Compramos com 3 meses de antecedência, então fique atento ao planejamento prévio pra encontrar mais possibilidades de lugares e valores econômicos.

Veja abaixo os trens mais procurados e valores, que variam conforme o trecho, época do ano e disponibilidade:

Peru Rail – esta companhia oferece 3 categorias.

Hiram Bingham – o mais top.

US$ 440 o trecho em média (Ollantaytambo/Machu Picchu)

Vistadomeo intermediário que foi nossa escolha e acertamos, tanto pela vista panorâmica, quanto pelo valor, que casava com nosso orçamento.

US$ 85 o trecho em média (Ollantaytambo/Machu Picchu). Pela antecedência, conseguimos uma tarifa melhor de US$ 68.

US$ 111 o trecho em média (Ollantaytambo/Poroy – Cusco), optamos por este na volta.

Expedition – o mais simples.

US$ 64 o trecho em média (Ollantaytambo/Machu Picchu)

US$ 96 o trecho em média (Machu Picchu /Poroy – Cusco)

Inca Rail – outra excelente alternativa, com uma vista panorâmica incrível. Na época optamos pela Peru Rail, pois encontramos tarifas com bom custo-benefício para as datas definidas.

Primeira Classe

US$ 121 o trecho em média (Ollantaytambo/Machu Picchu) – não disponível para o trecho Machu Picchu/Poroy – Cusco.

Classe Executiva

US$ 64 por trecho em média (Ollantaytambo/Machu Picchu)

US$ 77 o trecho em média (Machu Picchu/Poroy – Cusco)

Tire um tempo pra pesquisar. Nem todos trens são panorâmicos, nossa sugestão é buscar um que seja e que fique viável pra você, pois o caminho é lindo demais.

  1. FAZER A TRILHA INCA A PÉ – não cogitamos essa possibilidade, pelo pouco tempo e estilo de viagem que fazemos. Existem vários blogs que contam a experiência, e parece bem interessante pra quem está acostumado a fazer trilha. Esta tem aproximadamente 45km e leva 4 dias e 3 noites e o ponto de partida é Piscacucho, próximo a Ollantaytambo, onde os aventureiros compram seus mantimentos para a viagem. Claro que tem toda uma estrutura e pessoas dando suporte, mas a caminhada é longa, tem que estar bem condicionado.
  1. DESDE ÁGUAS CALIENTES DE ÔNIBUS OU A PÉ – uma vez em Águas Calientes, você compra um ticket de ônibus pra subir até as ruínas. Um trajeto de 20 minutos e em torno de 2 horas a pé, se for pelas trilhas. Optamos pelo ônibus, porque ainda tínhamos muita perna pra bater por lá. A empresa é a Consettur, o valor é de US$ 12 por trecho e é possível comprar no dia, conforme seu horário de entrada em Machu Picchu. Recomendamos comprar no dia anterior, para evitar mais filas (caso vá no primeiro turno como nós). O guichê é no ponto de partida do ônibus, bem no centro da cidade. As saídas são de 20 em 20 minutos, mas é preciso se agilizar e ir entre 5h30 e 6hs (compramos a entrada no primeiro grupo, das 7hs às 8hs) pra evitar muita fila. Fomos neste horário e foi bem tranquilo. Mas dizem que depende do dia, então fique ligado.

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ENTRADAS PARA MACHU PICCHU E WAYNA PICCHU

Deixar pra adquirir os ingressos quando chegar lá é muito arriscado! Para entrar em Wayna Picchu, principal montanha, é recomendado comprar, no mínimo, 2 meses antes da viagem. Compramos com 3 meses de antecedência e ainda assim não foi fácil fechar a data, pois neste caso só são permitidas 400 pessoas por dia, dividas em 2 grupos. Pensa numa logística complicada! Imagine que ainda você tem que definir passagens aéreas e as de trem – que também são bastante procuradas. Tudo está interligado.

Entre no site oficial para compras dos ingressos pra entender melhor. Mas em suma, você tem as seguintes opções:

MACHU PICCHU

Valor: US$ 70

Horário: entrada a partir das 6 até às 16 horas. Desde 1º de julho de 2017 é preciso escolher entre o turno da manhã ou da tarde, das 6hs às 12hs ou das 12hs às 17h30. Quem dormir em Águas Calientes deve comprar o ingresso matutino (mas também pode comprar o vespertino se o primeiro acabar). Quem vier de Cusco terá que comprar o vespertino, em função do horário dos trens Se quiser ficar o dia todo no sítio arqueológico pode comprar dois bilhetes, um pra cada turno. Exceção feita àqueles que escolherem realizar os roteiros alternativos (pela manhã) para as montanhas Machu Picchu e Wayna Picchu, que poderão ficar no parque por 7 e 6 horas, respectivamente.

Limite de pessoas: 2.500 por dia, durante todo o ano.

MACHU PICCHU + WAYNA PICCHU

Valor: US$ 86 (nossa opção e valeu cada centavo) 😉

Limite de pessoas: 400 por dia, durante todo o ano.

Horário: grupo 1 – 200 pessoas, entrada entre 7 e 8 horas / grupo 2 – 200 pessoas, entrada entre 10 e 11 horas.

MACHU PICCHU + MONTANHA

Valor: US$ 86

Limite de pessoas: 800 por dia, durante todo o ano.

Horário: acesso à montanha entre 7 e 11 horas.

MACHU PICCHU + MUSEU

Valor: US$ 77

Horário: entrada a partir das 6 até às 16 horas, exceto aos domingos.

Limite de pessoas: 2.500 por dia, durante todo o ano.

Outra possibilidade é comprar as entradas no Brasil numa agência de turismo, o que geralmente vem atrelado a um pacote. É mais caro, mas dá menos trabalho.

Mais novidades a partir de 1º de Julho de 2017 – Circuitos e Guias de turismo:

Circuitos – os visitantes deverão se ater a 3 circuitos fechados, escolhidos antes de entrar em Machu Picchu:

  • Circuito 1: é o mais amplo, contornando a área da cidade inca, com subida à parte alta da cidadela e percurso completo da parte baixa. Duração estimada: 3 horas.
  • Circuito 2: valoriza mais a parte inferior das ruínas, é o intermediário, com percurso completo da parte baixa, sem subida à parte alta. Duração estimada: 2h30.
  • Circuito 3: é o que tem menos escadas, por isso o mais indicado para pessoas com capacidade reduzida de locomoção, sem subida à parte alta. Duração estimada: 2 horas.

Todos podem ser cumpridos em até 3 horas, e no tempo restante os visitantes poderão andar um pouco mais, sem sair do trajeto delimitado. Nos casos dos roteiros que combinam as montanhas de Machu Picchu (entradas das 7h às 8h e das 9h às 10h) e Wayna Picchu (das 7h às 8h e das 10h às 11h), as ruínas podem ser visitadas antes ou depois. A priori, este novo formato vai até Outubro de 2017. O Ministério da Cultura do Peru criou essa resolução com o objetivo de diminuir o impacto do turismo no sítio arqueológico. Saiba mais aqui.

Guias de turismo – a partir de agora, não será possível visitar o sítio arqueológico sem a companhia de um guia registrado pelas autoridades de Cusco. Os profissionais poderão ser contratados com antecedência ou na entrada do santuário. Eles deverão acompanhar os visitantes pelos circuitos internos em grupos de até 16 pessoas. O serviço não será obrigatório nas trilhas para as montanhas Machu Picchu e Wayna Picchu nem para visitas extras, no turno ou dia seguinte.

ONDE FICAR

Em Cusco – aqui você encontra inúmeras opções, desde pousadas até hotéis boutique. Optamos, pela vibe da viagem, por ficar num dos hostels mais recomendados, o Milhouse. Super valeu a pena, pois é bem localizado próximo ao centro e a estrutura é boa, apesar de simples. Pegamos um quarto quádruplo com banheiro privativo, de bom tamanho pra três pessoas. Conhecemos muita gente bacana por conta do bar do hostel. Recomendo a experiência! Ficamos 1 noite em Cusco, 1 em Águas Calientes e voltamos pra mais 2 noites em Cusco. Deixamos as malas no locker do hostel e levamos somente uma mochila pra Águas Calientes. Estão bem acostumados com turistas que vão pra Machu Picchu e depois voltam, como fizemos. Depois de muito “penso” e pesquisa, essa foi a melhor alternativa, por conta da entrada em Wayna Picchu.

Valor em quarto quádruplo com banheiro privativo + café da manhã: R$ 180/noite em média.

Parte interna do Milhouse Hostel

Águas Calientes – diferente de Cusco, as opções de hospedagem são mais restritas, no entanto boas. Reservamos através do Booking.com o Inka Wonder, simples como uma hospedaria. Com ótimo café da manhã, camas confortáveis, banho quente, quarto limpo e muito bem localizado.

Valor em quarto triplo + café da manhã: R$ 200/noite em média.

QUANTOS DIAS FICAR, CLIMA E QUANDO IR

É muito relativo, dependendo da sua disponibilidade. Como antes fomos a Lima e ficamos 3 dias, em função das distâncias e deslocamento, reservamos 4 noites pra Cusco e Machu Picchu. Contamos mais nos próximos posts Roteiro Cusco Machu Picchu – partes I e II.

A melhor época pra visitar o Peru é na estação seca, entre os meses de Maio a Setembro. Machu Picchu tem a temperatura média por volta dos 20°C, mas varia bastante. É úmido, com eventuais chuvas. Por estar localizada em uma região de montanha – e acima dos 2.400m – numa zona subtropical, a temperatura varia entre 18°C e 22°C, com mínimas de 8°C a 11°C. Ou seja, durante o dia pode fazer calor e a noite a temperatura pode cair bastante.

O QUE LEVAR NA MOCHILA

É recomendado ir com roupas leves e práticas. Muitas pessoas optam por roupas esportivas, tipo impermeável e corta vento. Como o clima varia bastante, entre chuvas esparsas, umidade e sol de rachar, é preciso atentar a isso. Em especial se você subir Wayna Picchu e explorar o local. É bom levar capa de chuva pra economizar uns dólares. Acabamos não comprando, choveu um pouco só no início da trilha.

Fundamental é um sapato confortável, que pode ser tênis, o ideal é que tenha um solado resistente, pois as pedras até o topo da montanha são muitas. Uma bota de trekking confortável e não muito pesada, é uma boa pedida.

A mochila deve ser leve e os itens indispensáveis são protetor solar, boné e água. Lenço umedecido e/ou álcool gel, bem como band-aid pra contratempos, podem ser úteis. Leve umas bolachinhas e um lanche prático. Os locais pra comer são caros e você tem que sair do parque.

Apesar dos banheiros serem “ok”, levar um pouco de papel extra sempre é uma boa. Ah, e bem importante, se for pra Wayna Picchu, o toalete fica na entrada do parque e lá dentro não há outra opção, portanto previna-se e vá antes.

A ALTITUDE

Um de nossos maiores receios era o tal do Soroche: o mal da altitude.

Dica Volto Segunda

O maior problema está em Cusco, pela sua altitude. Águas Calientes e Machu Picchu ficam em um nível mais baixo e não se sente tanto a diferença. Eu não tive problema algum, fiquei um pouco cansada e mais lenta. Mas o que mais impactou no nosso grupo foi a digestão, especialmente à noite. No dia da chegada, quem jantou carne passou mal. Então fique ligado, principalmente no que você come. Algumas pessoas relatam que têm dor de cabeça. A orientação é beber bastante água pra hidratar o corpo, comer leve e descansar no primeiro dia. No início tomamos as sorochepills, presente de uma amiga querida que recém havia voltado do Peru. Deu certo. Mas seguimos no chá de coca, disponível no hostel e nas balinhas de coca, que você encontra em qualquer vendinha por lá. Alguns hotéis disponibilizam oxigênio, caso necessário. Se achar prudente, vale consultar o local de hospedagem antes da reserva. Em suma, nossa maior dica é descansar ao chegar, comer leve e fazer tudo mais devagar.

PLANEJANDO SEU ROTEIRO

Depois de ficar por dentro das informações básicas, aqui vai um resumo do nosso roteiro, pra que você tenha uma noção de como construir o seu:

DIA 1 (domingo) – chegamos em Cusco direto para o hostel. Descansamos pela manhã pra nos adaptar à altitude e conhecemos a cidade bem tranquilas, sem muita pressa. Neste dia definimos os passeios com a Orellana Tours, que também nos buscou no aeroporto.

Dica Volto Segunda

DIA 2 (segunda) – deixamos as malas no locker do Milhouse Hostel e embarcamos no tour para Maras y Moray, dessa forma ganhamos tempo e conhecemos metade do caminho até Machu Picchu. Finalizado o tour e pegamos um carro com motorista (incluído no valor) que nos levou até a Estação de Ollantaytambo. Pegamos o trem, às 15h37, que levou quase 1h30 até Águas Calientes, onde optamos pernoitar pra aproveitar melhor o dia seguinte. Dormir lá foi uma boa, nos hospedamos no Inka Wonder.

DIA 3 (terça) – a ideia foi já acordar em Águas Calientes pra conhecer Machu Picchu, mesmo porque a indicação era ir cedinho pra fila e pegar o primeiro ônibus a subir a montanha, pois éramos a primeira turma a entrar lá. Só pra escalar Wayna Picchu levamos 1h30, então preferimos chegar cedo. Pegamos o trem de volta pra Cusco às 17h23, que levou aproximadamente 3h30 pra chegar na Estação de Poroy-Cusco.

DIA 4 (quarta) – neste dia conhecemos o Vale Sagrado e mais 4 ruínas (Saqsaywaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay), pois decidimos fazer esse tour com o devido tempo. Uma opção, se você tiver mais dias disponíveis, é fazer este tour e finalizar o dia em Ollantaytambo (estação do trem que vai a Águas Calientes) que é uma graça de cidade. Você pode pernoitar em Ollantaytambo e ir no dia seguinte pra Águas Calientes.

DIA 5 (quinta) – conhecemos mais alguns pontos no centro, ali por perto do hostel e fomos para o aeroporto, com destino a Bogotá.

SOBRE OS TOURS

  1. BOLETO TURÍSTICO

Antes de passar os valores dos tours que contratamos, é importante saber que assim como o Citypass já conhecido de Nova York, Chicago ou Paris, Cusco também disponibiliza algo parecido, o Boleto Turístico de Cusco. Você paga uma quantia pra ter acesso a um determinado número de atrações, dentro de um período de tempo. Existem diferentes tipos:

  • Boleto Geral – acesso a todas as 16 atrações e é válido por 10 dias. S./ 130 
  • Boleto Parcial 1 – acesso a 4 sítios arqueológicos e é válido por 1 dia. São eles: Sacsaywaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay, todos perto de Cusco. Nesses parques a entrada só é permitida com o boleto, ou seja, não há ingressos individuais. S./ 70
  • Boleto Parcial 2 – acesso a visitar 8 atrações em Cusco e é válido por 2 dias. Entre elas estão Qorikancha e o Convento de Santo Domingo, um dos maiores atrativos da cidade. S./ 70
  • Boleto Parcial 3 – acesso a 4 atrações do Vale Sagrado e tem validade de 2 dias. São elas: Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero e Moray. S./ 70

No caso dos passeios customizados pra gente, o Boleto Turístico de Cusco já estava incluso no valor. Pagamos separado somente a entrada das Salineras de Maras, não incluída em nenhuma das modalidades acima.

  1. PASSEIOS ORELLANA TOUR
  • Excursão Moray, Maras e Chinchero ônibus + guia – S./ 100 | US$ 30
  • Boleto Turístico S./ 130 | US$ 40
  • Entrada Salineras de Maras – S./ 10 | US$ 3
  • Passeio Vale Sagrado + Ruínas com guia particular – S./ 230 | US$ 70
  • Ticket ônibus Machu PicchuTICKET  S./ 85 | US$ 25
  • Transfer Poroy – Cusco – S./ 32 | US$ 10

TOTAL – S./ 588 |US$ 180 (valor por pessoa)

Uma singela homenagem ao querido Rúben, que tornou nossa viagem ainda mais incrível!

Gracias Cusco e Machu Picchu! 😉

Referência:

Orellana Tours

Rúben Dario Orellana Chuquimia | (051) (84) 984651585 | orellanatours8@hotmail.com

Calle Garcilaso, 206 – Cusco – Peru

 

LEIA MAIS:

ROTEIRO CUSCO E MACHU PICCHU-PARTE I 

ROTEIRO CUSCO E MACHU PICCHU – PARTE II

BALADINHAS EM CUSCO? SIM, TEMOS!

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Por Maria Elisa Tartoni

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8 comentários em “INFORMAÇÕES BÁSICAS CUSCO E MACHU PICCHU – Planejando seu Roteiro”

  1. Celso disse:

    Olá!!!

    Estou indo a Machu Picchu no final do ano, tenho uma dúvida, e gostaria muito se pudesse me ajudar: no vôo de São Paulo a Lima, estando sentado no avião, de que lado avista-se a Cordilheira?

    • Gabriela Maldaner disse:

      Olá Celso, td bem? Eu acho que fica do lado direito do avião, mas não tenho certeza. O trajeto que fizemos é de Lima a Cuzco. Talvez seja melhor confirmar com a cia aérea. Aproveite a viagem! É lindo demais! Depois nos conte como foi e se conseguiu avistar as Cordilheiras do avião. Abraço e até a próxima.

  2. Gilberto disse:

    Olá

    Estou querendo viajar com pontos Multiplus, e a princípio vou pegar uma conexão de umas 18 horas em Lima para então seguir a Cusco. Se eu deixar o aeroporto tenho que pagar a taxa de embarque de novo? E a tal taxa de U$ 178,00, conhecida como “gringo tax”, que seria para estrangeiros em embarque em vôos domésticos dentro do Peru, terei que pagar?

    • Maria Elisa Tartoni disse:

      Olá Gilberto, não sabemos informar a respeito da saída do aeroporto, sugiro perguntar para a companhia aérea que emitiu seu bilhete, independente de ser com milhas ou não. O mesmo vale para a taxa de U$ 178,50. Como compramos com uma agência de viagem não tivemos este custo adicional. Beijos 😉

  3. Bruna disse:

    Olá! Os passeios com essa empresa são em português? Vocês já deixaram agendado antes de sair do Brasil?

    • Maria Elisa Tartoni disse:

      Oi Bruna, tudo bem?

      Não, os passeios não são em português, são em espanhol. Acredito que disponibilizem em inglês também, mas esta agência que contratamos não disponibilizava em português na ocasião. A indicação que tivemos aconteceu em Lima, uma dica do taxista que nos levou do aeroporto para o hotel, portanto decidimo lá mesmo. Talvez seja possível agendar daqui. Segue novamente o contato: Orellana Tours (https://www.facebook.com/Orellana-Tours-648213805372749/?rf=1440632399484361).

      Espero ter ajudado. Boa sorte!

      Abraços,

  4. Natasha disse:

    Bom dia Maria! Gostaria de entender Melhor, você fez o checkout do hostel quando saiu de cusco para Machu Picchu e fez outro check-in quando retornou?

    • Maria Elisa Tartoni disse:

      Oi Natasha, isso mesmo! A reserva foi feita previamente assim pelo site, inclusive trocamos de quarto. Ficamos 1 noite em Cusco no hostel, no dia seguinte deixamos as malas no locker (levamos somente uma mochila pra Águas Calientes e passamos 1 noite lá) e voltamos no dia seguinte pra mais 2 noites em Cusco no mesmo hostel. Nos pareceu bastante comum fazer este tipo de estadia, e o pessoal do hostel está super acostumado com turistas que vão pra Machu Picchu e depois voltam, como fizemos.
      Beijos da galera do VS