ROTEIRO CUSCO E MACHU PICCHU – PARTE II

26.07.2017 | Cusco, Explorando as Cidades, Machu Picchu, Peru, Spots Para Conectar-se

DIA 3 | MACHU PICCHU

A misteriosa cidade perdida dos incas é a principal atração turística do Peru. Declarada uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007, leva o status de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1983. Mais do que o destino dos sonhos, Machu Picchu é uma viagem no tempo.

Ao contrário do que se imagina, a cidade não foi descoberta por espanhóis durante a colonização. Seu descobrimento aconteceu em 1911, pelo arqueólogo Hiram Bingham, um americano, possível inspirador do personagem Indiana Jones.

Conhecer este sítio arqueológico significa entrar em contato com a história de uma civilização espiritualmente rica e com um dos pontos turísticos mais belos do mundo. Machu Picchu surpreende a todos por sua beleza e imponência. Com localização estratégica aliada à arquitetura avançada, a cidadela se manteve bem preservada desde o seu abandono no suposto ano de 1493. Acredita-se que tenha sido o último ano em que foi habitada. Até hoje, os arqueólogos não descobriram ao certo por que razão foi abandonada. Pachacutéc, o nono imperador do povo Inca, foi seu fundador e cerca de 50 anos se passaram desde o início das construções até a desocupação.

Começamos nossa tão esperada aventura acordando em Águas Calientes para justamente pegar o primeiro turno disponível em Machu Picchu, das 7hs às 8hs. Tomamos café cedinho, às 4h45 da manhã e às 5h30 já estávamos na fila do ônibus. Conseguimos pegar o primeiro a subir a montanha.

SUBIDA A MACHU PICCHU

Foram 20 minutos dentro do micro-ônibus, morro acima. O tempo úmido e ainda fechado não permitia ver muita coisa lá fora, além disso, o contraste da temperatura interna e externa deixou as janelas molhadas, o que dificultou um pouco a visão no início. A bruma deu um clima especial e misterioso ao trajeto. Na medida em que vamos subindo, olhar pela janela pode ser um desafio, em especial pra quem tem medo de altura ou vertigem. Quanto mais alto, maior o penhasco. A estrada é estreita, do tipo ou sobe ou desce e poucos trechos permitem mais de um carro. Chacoalhou um bocado, mas nada desconfortável. Foi divertido e deu aquele friozinho gostoso na barriga. O que será que viria depois?

WAYNA PICCHU

Chegamos em Machu Picchu, que significa “Velha Montanha”, e fomos direto para Wayna Picchu, a “Jovem Montanha”. Atravessamos a cidade inca de acordo com as orientações até a entrada de Wayna Picchu. O dia estava um pouco chuvoso e algumas pessoas usavam capa de chuva. Você encontra a venda no local por US$ 10, se quiser economizar, leve a sua. Tivemos sorte porque a garoa logo parou e o dia foi ficando mais ensolarado a cada minuto. Vale lembrar que na entrada do parque há banheiros, portanto aproveite pra ir antes de entrar na fila, pois somente na volta poderá ir de novo. Não há este tipo de estrutura lá dentro.

Começamos nossa tão esperada escalada. A trilha para subir a montanha não é difícil, o que nos surpreendeu positivamente. Pode complicar em alguns pontos, mas no geral existem cordas de aço nas quais você pode apoiar-se, o que facilita bastante. O mais importante é ir com roupas leves e escolher sapatos confortáveis. Botas tipo escalada com sola antiderrapante, são as melhores opções. Tênis também é uma alternativa, mas pode ser escorregadio em alguns momentos, portanto tome cuidado na sua escolha.

Fique Atento Volto Segunda

Suba no seu ritmo, o que importa é aproveitar as lindas paisagens e chegar ao topo para desfrutar da vista deslumbrante e da energia mágica da natureza. Faça algumas pausas, recobre o fôlego e siga em frente!

Em diversos pontos há mirantes pra momentos “kodak” que encantam os olhos, a alma e o coração. O trajeto da trilha nos permite observar a Cidade Perdida dos Incas de diferentes ângulos. Aproveite pra fazer uma prece e agradecer a oportunidade de estar ali, um lugar sagrado e repleto de vida. Fiz isso em diversos momentos, conectar-se com a natureza é renovador. Vale cada minuto!

A alegria de chegar ao topo é contagiosa. Está estampada na cara de todos que dividem aqueles instantes. Qualquer desconforto, seja pela altitude, pela caminhada ou carga emocional se vai num piscar de olhos. Tudo faz sentido.

Do alto o melhor ângulo para as fotos da cidade inca, que fica pequena lá embaixo, é sobre uma pedra bastante disputada. O mais bacana é que a cordialidade impera entre as pessoas. Parecem entender que há espaço pra todos, tenha paciência que sua hora vai chegar. O ar fica mais leve, o silêncio e a voz da natureza preenchem qualquer espaço. Contemple e aproveite!

A volta é tranquila. Várias paradinhas pra fotos. Fizemos a subida em 1 hora e meia e a descida em torno de 1 hora. Ao entrar na montanha você assina um livro e um termo de responsabilidade. No mesmo local assina a volta, registrando os horários. Tudo lá é controlado, ficamos surpresas com a organização. Ah, se quiser carimbar seu passaporte, existe na saída do parque uma mesinha com o carimbo. Fique à vontade pra estampar no seu. 😉

Após descer e dividir nossas impressões, fizemos uma pausa pra um lanchinho, tomar uma água e buscar um guia para entender melhor a cidade. Logo após a saída de Wayna Picchu, demos de cara com as amáveis llamas, que mesmo não sendo habitantes desde os tempos incas, alegram os turistas e ficam bem à vontade, chegando perto, posando e “aceitando” um biscoitinho.

MACHU PICCHU COM GUIA

Conversamos com alguns guias locais, todos com colete de identificação oficial. Escolhemos o que achamos mais simpático. Inicialmente o valor do tour era de S./ 100 por pessoa, aproximadamente US$ 30. Negociamos e baixamos para US$ 20 cada. O guia ainda nos juntou com mais duas colombianas. Foi bem tranquilo. O tour guiado em espanhol durou aproximadamente 1 hora. Iniciamos às 13h30 e finalizamos por volta das 14h30.

Valeu cada centavo. Conhecer a cidade sagrada acompanhada de um guia fez toda a diferença. Conto aqui o que mais nos chamou a atenção.

ARQUITETURA INCA

Apenas cerca de 30% da cidade é original, o restante foi reconstruído. Isso fica evidente pelo encaixe entre as pedras que eram colocadas umas sobre as outras sem necessidade de argamassa para mantê-las unidas, tamanho o grau de sofisticação das técnicas de construções incas. Algo difícil de ser reproduzido. Machu Picchu está localizada em uma montanha que fica numa região sismicamente estável, mas de qualquer forma os tremores de terra muito comuns no Peru pouco afetaram suas construções, como aconteceu em Cusco ou Lima, ao longo da história. Os caras eram bons mesmo. 😉

Para os incas sempre há um lado espiritual em tudo que fazem, pois o Sagrado é parte da realidade deles. Aproveitam os elementos da natureza em todos os sentidos. Para o povo andino as pedras têm energias especiais e o granito branco (também conhecido como pedra serpentina) foi o escolhido para a construção da cidade. Sua função era ensinar o povo a evoluir e se transformar como ele. De uma pedra bruta, que com o constante trabalho da chuva, do vento, da água e dos desgastes naturais, iria evoluir para uma cidade de pedra pura, branca e energizada. Lindo, não?

TEMPLO DO SOL E A ESPIRITUALIDADE INCA

Existem vários lugares sagrados na cidadela. Um dos principais é o Templo do Sol, com uma janela que se alinha perfeitamente com o solstício de verão. As três janelas estão viradas para as montanhas sagradas no entorno de Machu Picchu e simbolizam os três mundos incas: o céu, (representado pelo Condor, que simboliza o plano espiritual), a terra (representada pelo Puma, que significa a vida mundana) e o subterrâneo (representado pela Serpente, que caracteriza a vida interior).

RELÓGIO SOLAR

Os incas reverenciavam o Sol, a Lua, os rios e as montanhas, então é possível identificar muitas referências em Machu Picchu a esses elementos. A Intihuatana, por exemplo, é uma pedra com quase 2 metros de comprimento que deve ter funcionado como um relógio solar ou calendário e fica pertinho da praça principal da cidade, curiosamente com suas extremidades apontando às montanhas Machu Picchu, Wayna Picchu e Salcantay.

PORTA DO SOL

Intipunku, em quéchua, significa Porta do Sol. Depois de três dias de caminhada na Trilha Inca, é deste ponto que os turistas visualizam Machu Picchu pela primeira vez. Eles procuram chegar à Porta do Sol na alvorada. Aos poucos a cidadela de pedra vai ficando dourada com os primeiros raios do astro rei. Um espetáculo diário! Pra quem não sobe a montanha de ônibus, a caminhada de Machu Picchu até a Porta do Sol leva cerca de duas horas. Dizem ser a única entrada que dava acesso a Machu Picchu no período inca.

Ouvimos tantas histórias e a admiração por Machu Picchu foi crescendo, um sentimento que vai tomando conta da gente. O dia estava lindíssimo e ao final do tour guiado, resolvemos parar um pouco e contemplar a beleza do lugar. Sentadas na grama, em frente as montanhas, cada uma a sua maneira, nos conectamos com a natureza. Na nossa frente só o verde, o azul do céu e o espetáculo das andorinhas, que nos presentearam naquele momento. Um privilégio!

Chegamos às 7hs e por volta das 15h30 partimos. O belo dia rendeu bastante, saímos satisfeitas, mas com vontade de quero mais. Fizemos planos de voltar. 😉

Obrigada irmãs pela companhia, foi demais compartilhar essa experiência com vocês!

 

ÁGUAS CALIENTES

Saímos transformadas, fomos caminhando com calma e pegamos o micro-ônibus pra voltar a Águas Calientes. Demos mais umas voltas por lá e paramos para almoçar, um dos pratos mais práticos e em conta: pizza. A Fernanda conta mais sobre nossas experiências gastronômicas no post a seguir.

TREM ÁGUAS CALIENTES – POROY|CUSCO

Cansadas e realizadas, pegamos o trem às 17h23, rumo a Poroy, em Cusco. A experiência da volta foi bem bacana. Por ser um trajeto mais longo e noturno não se enxergava muito lá fora, assim havia bastante entretenimento. Além do jantar, tinha música, apresentações e até um desfile de moda por um espaço pequeno de tempo. Aproveitamos pra descansar e dormir um pouco.

DIA 4 | DO VALE SAGRADO A OLLANTAYTAMBO

Tiramos o dia para conhecer outras ruínas importantes da região de Cusco e do Vale Sagrado. O nosso querido guia, Angelito Salazar, nos buscou no hostel conforme combinado às 8h30. No itinerário, os sítios arqueológicos mais próximos da capital, como Sacsaywaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay. Todos inclusos no Boleto Turístico de Cusco, saiba mais em Informações Básicas Cusco e Machu Picchusuper vale o investimento! Conhecemos ainda o Santuário dos Animais do Vale Sagrado e por fim o Parque Arqueológico Ollantaytambo. Aqui conto um breve resumo de cada um desses lugares incríveis, que fazem parte da história inca.

A região fica entre os povoados de Pisac e Ollantaytambo e contempla Sacsaywaman, Qenqo, Puca Pucara, Pisac, Machay, Tambomachay, Urubamba, Maras e Chinchero. É localizada às margens do Rio Urubamba, conhecido como principal fornecedor de alimentos da época do Império Inca. Este rio tem sua origem no nome de “Vilcanota”, que vem da palavra quíchua que significa Via Láctea. Os incas construíram sítios arqueológicos ao longo de suas margens, que reproduzem as constelações do céu andino. Poético, não?

Assim é a vibe do lugar. Belas estradas e paisagens, que rendem lindas fotos e boas recordações. Não deixe de conhecer um mirante natural, na beira da estrada, com uma vista incrível para o Vale Sagrado, amamos!

SAQSAYWAMAN

Sacsayhuaman ou Saqsaywaman foi uma fortaleza inca, e está localizada a 2km da cidade do Cusco. A priori, seu propósito militar era defender-se das tribos invasoras que ameaçavam o Império Inca e também era o lugar onde os guerreiros eram treinados. Poderia ter um fim religioso e haver sido um grande templo ao deus Sol, mas não se sabe ao certo. A edificação foi iniciada por Pachacutéc, antes de 1438, mesmo imperador que construiu Machu Picchu.

A obra é peculiar, já que algumas das pedras que ali se encontram são gigantes e despertam a curiosidade de como foi possível transportá-las. Estão encaixadas com uma precisão inexplicável, nem mesmo se pode colocar uma lâmina de uma faca entre elas.

Sacsayhuaman tem uma magnitude e amplitude diferentes de tudo que já vi. Seus paredões de pedras, em meio a llamas e um dia de sol na medida certa, é um convite a liberdade de espírito. Vale a pena conhecer!

Fica aberto a visitação de segunda a domingo das 7hs às 18hs.

QENQO

Qenqo ou Kenko fica a cerca de 15 minutos de Cusco e significa labirinto. Possui atrações como o famoso Intiwatana, uma espécie de observatório usado para medir o tempo, estabelecer as estações e determinar os solstícios e os equinócios. Considerado um local de adoração ao Sol, a Lua, Vênus e as estrelas. Este complexo abriga pedras esculpidas que não foram destruídas pelos espanhóis, e apesar dos danos sofridos durante a colônia, o que pode ser visto no interior do lugar, ainda é impressionante e colossal.

Uma curiosidade, seus buracos e canais eram usados para depositar a chicha (bebida de milho) que se consumia nos rituais incas e até hoje é consumida no país. É o mais rústico dos sítios arqueológicos, mas vale a visita pela história e pela vista bacana do Vale Sagrado. Está aberto para a visitação de segunda a domingo das 7hs às 18hs.

PUCA PUCARA

A ruína de Pukapukara ou Puca Pucara está localizada no topo da estrada para Pisac, a cerca de 7km da cidade de Cusco. Os registros históricos indicam que, enquanto os Incas se preparavam para visitar os banhos de Tambomachay, a comitiva de soldados, dançarinos e outros se hospedavam em Pukapukara, que era um quartel. Alguns acreditam que sua função era vigiar Cusco, como uma espécie de base militar. O local é pequeno e não havia necessidade de entrar, pois era possível ver tudo da estrada. Então só observamos de fora como fica evidente nas fotos. É aberto a visitação de segunda a domingo das 7hs às 18hs.

 TAMBOMACHAY

Tambomachay se encontra encostado em Pukapukara. Abriga o chamado Baño Ñusta, baseado nas plataformas, nichos e fontes de água provenientes de um manancial que existe na parte alta, como podem observar na foto abaixo. Tem três terraços sucessivos de baixo pra cima, equivalente a três andares. Conhecido como o banho dos Incas e segundo nosso guia, um local sagrado de adoração a Uno, Deus da Água. Um lugar bonito e tranquilo, rende uma bela caminhada. Um passeio super agradável! Aberto de segunda a domingo das 7hs às 18hs. 

 SANTUÁRIO DOS ANIMAIS

Conhecer este lugar foi diferente e especial. Aqui uma família cuida de animais resgatados até que se integrem novamente a natureza. O Santuário dos Animais é uma organização privada que abriga espécies em perigo de extinção e tem um projeto voltado aos Condores, que conhecemos como Urubus, são da mesma família. Estes seres intrigantes colocam um ovo a cada 3 anos, por isso a dificuldade de reprodução e conservação da espécie. Curiosidade: o condor é considerado a maior ave do mundo, podendo chegar a em média 1,30cm de altura. Para o povo andino é um símbolo de sabedoria e é um mensageiro do divino e dos espíritos. Não é visto como um deus, mas sim um intermediário entre a terra e o céu, de acordo com a Trilogia Inca (Condor, Puma e Serpente).

Conhecemos as Vicuñas, que tem a lã mais cara do mundo, uma blusa, por exemplo pode custar de US$ 3.000 a 5.000. Aprendemos a diferenciar a Alpaca, que é menorzinha, mas produz bastante lã, da Llama que é maior e com o rabo mais empinado. Contemplamos lindas águias, tucanos e até um urso, que não estão em perigo de extinção, mas são animais machucados em recuperação. Vale conferir!

OLLANTAYTAMBO

O parque arqueológico Ollantaytambo está localizado no bairro da província de Urubamba, a 60km de Cusco. Já havíamos conhecido um pouco da cidade, pois embarcamos no “Dia 2” do nosso roteiro para Águas Calientes, na estação de trem com mesmo nome. Na ocasião, visitamos brevemente as lojinhas e o centrinho do povoado.

O complexo é mais uma obra engenhosa da arquitetura inca, que entre outras coisas, construiu aquedutos e templos, como o Templo do Sol, com pedras enormes perfeitamente talhadas e encaixadas. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Subir seus vários degraus no final de uma viagem com bastante atividade de sobe e desce, não foi tarefa fácil. Mas chegamos ao topo, após algumas pausas e muitas informações preciosas do nosso querido guia Angelito, uma enciclopédia viva!

Ao final do passeio, é uma boa conhecer a feirinha que fica pegada as ruínas. Diversas opções de artesanato locais, com preço competitivo. Aproveite!

Local onde almoçamos neste dia:

Por fim, retornamos ao hostel com mais história na nossa bagagem e muita alegria no coração. Prontas pra curtir a última noite em Cusco e sua contagiante boêmia. A Aline conta mais, no próximo post. 😉

O tour pelo Vale Sagrado dá sentido a tudo que vimos e ouvimos nas ruínas de Machu Picchu. Que civilização intrigante e encantadora! Desde sua competência em estratégias de defesa e engenharia civil, técnicas agrícolas avançadas, conhecimentos astrológicos, até sua profunda e descomplicada sabedoria espiritual. Por fim, compartilho algo que me chamou a atenção sobre os três valores que guiavam a civilização Inca e que até hoje reverberam no inconsciente dos peruanos. Se dividem em três afirmações e três condutas: trabalhar, aprender e amar | não roubar, não mentir e não ser preguiçoso e são representadas na Cruz Andina, que o Angelito nos conta desenhando no chão.

Angelito 😀

O que mais dizer? Somente agradecer: Añaychay Peru! Obrigada Peru!

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Por Maria Elisa Tartoni

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